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Farmacêuticas devem perder US$ 95,5 bilhões com o fim de patentes
Abril 20, 2011

As patentes que vão expirar entre 2010 e 2013 devem causar perdas de US$ 95,5 bilhões para dez grandes farmacêuticas. No topo da lista está a Pfizer, com prejuzídos de US$ 29,2 bilhões.
A estimativa é do Centro para Estudos sobre o Desenvolvimento de Medicamentos da Tufts University, de Boston (EUA). “Isso representa um grande desafio e tem forçado as empresas a adotarem estratégias inéditas ”, afirma o pesquisador Kenneth Kaitin, diretor do centro, em entrevista ao iG.
As grandes farmacêuticas sempre concentraram todo o processo de produção, mas agora apostam em parcerias com universidades e pequenas empresas para reduzir custos e riscos.
“Um medicamento custa, em média, US$ 1,3 bilhão e leva 15 anos para ser desenvolvido”, conta o pesquisador. “Apenas três em cada dez produtos pagam seus custos de pesquisas”, afirma Adam Hill, chefe do departamento de inovação da Novartis. A empresa é a quinta mais prejudicada com o fim de patentes e deve perder US$ 8,8 bilhões nos próximos três anos.
Ele esclarece que mais de 10 mil compostos são pesquisados para chegar a um medicamento, pois é muito mais frequente uma investida fracassar do que dar certo. “Existem pesquisadores que passam mais de 40 anos sem nunca ver um trabalho virar medicação”, conta.
“Dos 10 mil compostos, apenas três chegam aos testes clínicos”, afirma. Apesar de poucos produtos serem testados em humanos, o custo desta etapa do processo é muito alto. “Na fase três, são necessários testes em larga escala para verificar segurança e eficácia em centenas de pessoas”, explica Kaitin.
Doenças raras
A Pfizer tem compartilhado conhecimento nas fases um e dois de pesquisa com universidades e pequenas farmacêuticas na esperança de reduzir em até 40% o custo do processo. “”Isso permitirá trabalharmos com medicamentos para públicos menores e doenças raras, em vez de apenas blockbusters (para casos mais comuns)”, afirma Belen Carrillo-Rivas, diretora de pesquisas e novos projetos da farmacêutica, referindo-se aos medicamentos produzidos para doenças que afetam milhões de pessoas.
“Estamos abertos a negociar qualquer proposta. Temos projetos nos Estados Unidos e em outros países, mas ainda não fomos procurados por nenhuma companhia ou universidade brasileira”, conta Anthony Coyle, vice-presidente do centro de inovações

Fonte: http://economia.ig.com.br/empresas/industria/farmaceuticas+devem+perder+us+955+bilhoes+com+o+fim+de+patentes/n1300010722789.html


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